Já me torturava me matava
por dentro a agonia que sentia em não ter o meu blog próprio sobre crônicas.
Primeiramente, pois sou um adepto voraz das boas leituras, nos últimos tempos
descobri o prazer e a atração pelas crônicas, crônicas sob a ótica feminina,
crônicas sob a ótica masculina, homossexual, enfim, um link no twitter, uma
coluna da folha de São Paulo que retratavam temas banais e cotidianos, mas
transformados em sensacionais nas mãos de quem tem uma intimidade e um
entrosamento com as palavras, me enchiam os olhos, enaltecia a pessoa,
admirava, contemplava e esperava pelo novo post, a nova coluna, o seu novo
texto de forma ansiosa como uma criança no aguardo pelo presente de natal dos
pais. No ensino médio não era o melhor aluno, nem de longe tirava boas notas,
muito menos passava direto, mas se tem uma coisa que a escola me despertou foi
o gosto pelos livros, pela leitura, pra ser mais especifico não a escola, mas
sim o professor de literatura, me lembro ate hoje do dia que apresentei e
interpretei isso mesmo, interpretei, a obra do consagrado Machado de Assis O
Alienista – onde um doutor chega ao Brasil para estudar a loucura, construindo
uma casa e mantendo várias cobaias humanas – acredito que ali foi o ponto
crucial para o despertar do meu senso literário que até então não o conhecia.
As postagens a seguir
serão crônicas de experiências vividas, balelas, fatos curiosos, momentos de
puro devaneio, orbitando sem rumo nesse mundo, o importante é ter tirado esse
peso das costas de não ter um blog próprio, agora que possuo um, me arvoro
nessa labuta de compartilhar com vocês minhas experiências, apreciem,
deleite-se, consumam, enfim leiam, quem sabe não desperte o prazer pela
literatura também, só não vão interpretar O Alienista
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